Estado de São Paulo registra 1.520 denúncias por LGBTfobia e Transfobia em 2020

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, informou para Associação da Parada do Orgulho LGBT de Vinhedo – Bianca Niero (APOGLBT VINHEDO), em 27/01/2021 (quarta-feira), que no ano de 2020, foi registrado em todo Estado, 1.520 ocorrências envolvendo há LGBTfobia e Transfobia. Há informação foi enviado por meio de protocolo SIC. Já na Região Metropolitana de Campinas – RMC, foi registrado um total de 94 ocorrências envolvendo há LGBTfobia e Transfobia, sendo o município de Campinas (SP), com maior número de casos, e com segundo maior número fica Hortolândia (SP), seguido por Itatiba (SP), Sumaré (SP), Indaiatuba (SP), Valinhos (SP), e Vinhedo (SP), conforme documento encaminhado pela Secretaria de Segurança Pública. O QUE É LGBTFOBIA?  O termo LGBTfobia não é tão conhecido, já que outro é normalmente usado como sinônimo para se referir ao ódio à população LGBT: a homofobia.  Tecnicamente, essa expressão refere-se apenas à hostilidade direcionada a homossexuais – lésbicas e gays –, mas o termo se popularizou e é utilizado amplamente. Nesse sentido, Maria Berenice Dias – presidente da Comissão da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB –, define a homofobia como o “ato ou manifestação de ódio ou rejeição a homossexuais, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais”. O QUE É TRANSFOBIA? A transfobia é uma gama de atitudes, sentimentos ou ações negativas, discriminatórias ou preconceituosas contra pessoas transgênero, ou pessoas percebidas como tal. A transfobia pode ser repulsa emocional, medo, violência, raiva ou desconforto sentidos ou expressos em relação a pessoas transgênero.

Dia da Visibilidade Trans será realizado no dia 30 de janeiro

A Coordenadora da Comissão de Transexuais e Travestis da APOGLBT VINHEDO, Stefani Helena Gomes, disse para há assessoria de comunicação da entidade que, realizará no dia 30 de janeiro de 2021 às 20:00 horas, nas plataformas digitais da ONG (Facebook e Youtube), roda de conversa sobre o Dia da Visibilidade Trans. Para Stefani Helena, “A comemoração do Dia da Visibilidade Trans é necessária para combatermos cada vez mais o preconceito. Podemos fazer isso, levando a informação para as pessoas de casa cada vez mais se descontruírem, por isso é tão importante o veiculamento de nosso projeto com palestras, roda de conversas e os shows como forma de entretenimento, pois pessoas trans também podem ser artistas. As palestras com autoridades e ativistas Trans são importantes para podermos descontruir a sociedade, mostrar o quanto as pessoas trans sofrem preconceitos e o quão na maioria das vezes, são privados de viverem suas vidas pelo preconceito“, assim afirmou para assessoria de comunição. Em 29 de janeiro comemora-se no Brasil o Dia da Visibilidade Trans. A ideia surgiu em 2004, quando um grupo de ativistas trans participou, no Congresso Nacional, do lançamento da primeira campanha contra a transfobia. A ação foi promovida pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, com o objetivo de ressaltar a importância da diversidade e respeito para o movimento trans, representado por travestis e transexuais. A data passou, então, a representar a luta cotidiana das pessoas trans – especialmente as que se encontram em situação de vulnerabilidade – pela garantia de direitos e pelo reconhecimento da sua identidade. Somente em meados de 2018, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a transsexualidade do capítulo referente aos transtornos mentais e comportamentais da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID). A transexualidade passou a integrar a categoria de condições relacionadas à saúde sexual. Apesar de alguns avanços, os números relacionados à violência contra pessoas trans ainda são alarmantes. A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) o Brasil como o país que mais mata a população trans no mundo. A informação se baseia no levantamento realizado pela organização “Transgender Europe“.  Segundo o relatório da ONG, em números absolutos, foram assassinadas no Brasil, entre 2008 e 2016, 868 pessoas trans. O número é o triplo do registrado no México e quase seis vezes maior que o apresentado pelos Estados Unidos.  Somado aos números de violência, as pessoas trans ainda ocupam, majoritariamente, espaços marginalizados na sociedade, sobretudo no mercado de trabalho. Com isso, tendem a se manter em profissões sem regulamentação, sem segurança e vulnerabilizadas. ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

Polícia Civil de Vinhedo apura crimes de homofobia denunciados por entidade LGBT do município

A Delegacia da Polícia Civil do município de Vinhedo (SP), apura eventuais crimes de homofobia, afirma Guilherme Looy, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de Vinhedo, após encaminhar, representações criminais ao Ministério Público do Estado de São Paulo, e os Promotores de Justiça, requerer há Dra. Denise Florêncio Margarido, delegada titular a instauração de inquérito policial, para investigação. Looy diz, que suas representações há Promotoria de Justiça de Vinhedo, é com base na decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal – STF, no mês de junho/2019, quando enquadrou o crime de racismo equiparado à homofobia, e que tal decisão, avanço muito, nas representações das organizações em defesa da população LGBTQIA+. Guilherme Looy, disse ainda para assessoria de imprensa da APOGLBT VINHEDO que “no segundo semestre de 2020, tivemos representações criminais inusitadas, e acredito que ainda, falta interesse das vítimas de agressores da LGBTfobia e Transfobia denunciar, e não se calar, pois quando nos calamos, alimentamos, que não há punição, por discriminação, por essa razão, à população LGBTQIA+ precisa denunciar. Uma representação mais recente é contra David Franco de Godoy, que incitou o desrespeito há uma transexual na Câmara Municipal de Vinhedo, numa forma de causar constrangimento ao não respeitar sua identidade de gênero.”, assim afirmou Looy, na necessidade em denunciar discriminações seja ela qual for. A Lei Estadual nº 10.948/2001 prevê que as entidades não governamentais em defesa dos direitos humanos, podem receber denuncias e encaminhar para as providências legais e punitivas em casos de discriminação, sendo está atuação da Associação da Parada do Orgulho LGBT de Vinhedo – Bianca Niero, organização não governamental, com atuação e responsabilidade social e política em prol da Cidadania, Direitos Humanos, Justiça Social e Políticas Públicas junto a seus parceiros, associados, amigos e familiares, por meio de seus eventos e ações, busca contribuir efetivamente para a quebra de preconceitos e discriminações sociais, sobre a população LGBT, objetivando o alcance da dignidade da pessoa humana e da cidadania plena, e registrada no CEDHESP – Cadastro de Entidades de Defesa dos Direitos Humanos do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria de Justiça do Estado. Assessoria de Comunicação